Capoterapia

Capoeira e qualidade de vida, uma análise a partir da Capoterapia

A Capoterapia!

Os praticantes de capoeira, tendem a uma rotina ativa em relação à socialização e expansão dos vínculos afetivos deste modo, é possível elencar alguns dos campos possíveis de se trabalhar com modalidade sendo eles; o jogo, a musicalidade, o folclore, os movimentos corporais e os trabalhos viso-motores que estimulam a utilização do olhar diante dos golpes.

Além dos benefícios individuais, registra-se a importância da socialização e da interação entre os praticantes, afirmando que os grupos são de extrema importância, pois a motivação que provém dos amigos e incentivo dos familiares entusiasma e fortalecem as questões psicológicas e fisiológicas que reduzem o estresse, a ansiedade e demais fatores que atrapalham a qualidade de vida do indivíduo.

Neste cenário a prática da capoeira é entendida como uma atividade física que se sobrepõe a prática do “exercício”. É cientificamente comprovado na pesquisa de Brennecke et al., (2005) a melhora no sistema muscular, cardiovascular, respiratório e a conscientização corporal provindos de movimentos lúdicos e precisos da capoeira. Sabendo que a capoeira apresenta algumas limitações dependendo de sua plateia, devido aos golpes de ataque e defesa, a capoterapia surge como uma modalidade pensada e desenvolvida para todo os públicos; crianças, jovens-adultos e pela população da terceira idade também.

Definida por Sardinha et al., (2011) como:

A capoterapia utiliza alguns elementos advindos da capoeira e adaptados para a faixa etária em questão. Os exercícios de alongamento e enrijecimento muscular são realizados com movimentos e jogos lúdicos da capoeira, respeitando-se os limites e as potencialidades de cada um (SARDINHA et al., 2011).

Os elementos que envolvem a capoterapia como musicalidade, dança, jogo, luta e exercícios físicos relacionam-se aos fatores que influenciam o desenvolvimento da qualidade de vida do ser humano, principalmente o prazer, a socialização, o lazer, capacidade funcional, disposição e a socialização. O conceito de qualidade de vida é abrangente e envolve aspectos sobre a capacidade funcional, a interação social, o nível socioeconômico, o estado emocional, a atividade intelectual, o autocuidado, o suporte familiar, os valores culturais, éticos, a religiosidade, o estilo de vida, a satisfação com o emprego e/ou atividades diárias.

Dessa forma, o desenvolvimento comportamental do indivíduo se depara com inúmeras variações e vulnerabilidades físicas, afirmando ainda que uma vida saudável não depende única e exclusivamente do indivíduo, mas sim de todo um conjunto, sendo família, amigos e demais pessoas que o cercam. Nesta perspectiva inovam se as propostas de se trabalhar com o ser humano. Arte, música, dança, esporte, luta e lazer, são opções mais comuns e fácil de serem adaptadas para tal população.

 

Referência:

BRENNECKE, A.; AMADIO, A. C.; SERRÃO, J. C. Parâmetros dinâmicos de movimentos selecionados da capoeira. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, Porto, v. 5, n. 2, p. 153-9, 2005.

SARDINHA, Samy Sousa et al. Capoterapia: elementos da capoeira na promoção do bem-estar do idoso. Relato de caso. Comun. ciênc. saúde, v. 21, n. 4, p. [349-354], 2011.